Problemas comuns em todos os condomínios

Como lidar com estes problemas comuns a todos os Condomínios?

Um dos motivos de morar em Condomínio é a segurança que ele pode proporcionar. Mas junto com este atrativo, vem a divisão de espaços com outros moradores, com opiniões e modos de vida divergentes.

Deste modo a tranquilidade de morar em Condomínios pode ser quebrada por estes quatro problemas frequentes.

Carro, Cachorro, Criança, Cano.

Este tipo de moradia pede bom senso e saber exercer a arte da convivência: Entender se o incomodo que o vizinho gera é realmente um problema ou o nível de tolerância que está baixo; procurar o vizinho para tentar resolver uma adversidade com uma conversa equilibrada; ter paciência, educação, delicadeza e gentileza são essenciais.

O fato é que todos devem ter em mente que o direito de um termina onde começa o do outro.

O Condomínio deve ter explicito na convenção e no seu regimento interno as regras de para uma boa convivência entre os moradores.

Carro.

Estaciona o carro fora da vaga, carro maior que a vaga, carro e moto ou bicicleta na mesma vaga, que usa a garagem como deposito aquele que buzina para abrir o portão, e até mesmo aquele que ultrapassa o limite de velocidade!

O Condomínio deve ter regras claras para o uso da garagem ou estacionamento e suas responsabilidades, assim como limite de velocidade, tamanho das vagas, o que pode e não pode para evitar dores de cabeça, prejuízos com avarias e riscos à segurança dos moradores.

Alguns problemas podem ser resolvidos com adaptação do espaço da garagem, quando possível, instalar guincho hidráulico, contratar manobrista, sorteio de vagas, redimensionar o tamanho das vagas.  Não raro os espaços não são demarcados, mas, a convenção determina uma “vaga” por apartamento. Dai vez o abuso de colocar dois ou mais veículos. A solução começa pelo diálogo. Se não der certo, aplicam-se as multas correspondentes no próximo boleto de taxa condominial. Se não pagar, já sabem: cobrança nem que seja via jurídico.

Cachorro.

Sinceramente, algumas raças deveriam ser proibidas em condomínios pelo Código Civil. Tem cachorro que é chato por natureza. Late o dia inteiro por qualquer motivo. Os cães são tratados como entes queridos em algumas famílias. Geralmente as pessoas que amam os cachorros acham que todo mundo deve ama-los também, e quem não gosta, não tolera.

O barulho dos cachorros é que mais gera reclamação referente a este assunto em Condomínios. Seguido de utilização de áreas comuns, odor, higiene e segurança.

Não é interessante o Condomínio proibir a permanência destes animais, pois a justiça vem dando ganho de causa para os donos de animais que não atrapalha o sossego, a saúde e a segurança dos outros moradores. Do mesmo modo não pode determinar raça e porte do animal, e solicitar para que seus donos carreguem estes animais no colo.

O Condomínio deve ter normas definidas para que todos os donos de cães devem seguir para o uso das áreas comuns, elevadores, uso de guias e coleiras, locais de circulação e barulho excessivo. Inclusive dentro do apartamento.

A solução é o diálogo. Leve ao conhecimento do sindico. Ele tomará as providencias. Se o animal continuar atormentando após diálogos e advertência, multa no proprietário e medidas cabíveis.

Vamos esclarecer um FATO: esse papo de que juiz não tira cachorro de apartamento, é lenda!

Se o morador ou sindico munir-se de provas, inclusive gravações e testemunhas, o juiz manda o oficial de justiça para verificar. Uma vez confirmado o incomodo, o mesmo juiz ordenará que o animal seja removido do condomínio.

Cabe multas também e sindico esperto faz caixa.

Criança.

Crianças parecem ter uma bateria atômica de energia inesgotável. Muitas vezes nem precisam de brinquedos para se divertir. Tudo e todo momento pode virar uma brincadeira. E a partir daí pode surgir problemas entre moradores, principalmente para aqueles que não têm filhos.

Além do barulho decorrente de brincadeiras e choros, as crianças, geralmente quando sozinhas, podem ocasionar alguns danos ao Condomínio como pintar paredes, estragos em objetos de área comum, desrespeito a funcionários. Nestes casos os pais ou responsáveis devem ser chamados inicialmente e depois ser cobrado o prejuízo ou aplicação de multas.

Como sempre, tudo começa pelo diálogo, mas, muito cuidado, pois “meu filho” é “meu filho”, o reizinho. Vá com calma e sutileza. Jamais sugira punições aos pequenos.

É importante manter a segurança das crianças. Na convenção devem ter expostas as condições de uso das áreas comuns, piscinas, academias, brinquedotecas, playgrounds e quadras, informando idade e a condição de acompanhamento do responsável.

MANDE FAZER UM PROJETO DE SINALIZAÇÃO PARA TODO O CONDOMÍNIO.

Devem mantê-las protegidas de áreas de risco como de acesso restrito, elevadores, escadas, máquinas e garagens. O Condomínio deve proporcionar a segurança para as crianças, mas a responsabilidade sobre elas é um dever dos pais ou responsáveis.

Já pensou se muda um casal com dois filhos pequenos, para o apartamento logo acima do seu? Além dos muitos brinquedos, há entre eles, velocípedes ou velotrol.

Santo Deus!

As rodinhas infernizando seus dias e noites em parar, são mais que um castigo.

Mas e se o pai é um “sargentão“, grande e bronco e a mãe barraqueira por natureza?

Em casos assim percebe-se que, o dialogo tem tudo para não dar certo.

O que fazer?

Envia-se uma advertência e mande direta e imediatamente para o jurídico. Deixe que eles se entendam.

Cano.

Canos ficam escondidos ou disfarçados. Os problemas decorrentes deles, como infiltrações e vazamentos, muitas vezes são confusos, gerando uma grande dor de cabeça. Saber de onde ao certo vem e como agir para revolver o problema mais rápido e minimizar transtornos e gastos é a melhor opção.

O ideal seria que, cada morador tenha cópias das plantas, o que não acontece na maioria das vezes.

Deve ser identificada, com ajuda de um encanador ou engenheiro, a origem do problema, que pode ter duas fontes: a rede encanamento geral do condomínio, a vertical, onde neste caso é de sua responsabilidade a manutenção e conserto, ou em uma unidade especifica, horizontal, sendo neste caso o compromisso de sanar o problema é do morador.

Resumindo: se for problema do condomínio, os moradores DEVEM cobrar o sindico.

Se for de alguma unidade, o sindico deve cobrar imediatamente a solução do proprietário ou morador, inclusive por danos em outras unidades.

Não raro, o sindico toma a frente e resolve tudo se o morador nada fizer. O condomínio paga e depois lança no boleto de taxa condominial seguinte. Tudo deve ser informado ao morador com advertências e avisos. Via carta COM AR ou pessoalmente com duas ou mais testemunhas. Depois se encaminha ao jurídico e eles que se entendam. Se precisar, haverá uma ação de execução judicial. Será um bom exemplo para os demais.

Tipo assim: esse sindico é bom mas não dá moleza para ninguém. PONTO PARA O SINDICO.

Mas o sindico tem a obrigação de ter todas as cópias das plantas para intervir rapidamente e com mais precisão.